quarta-feira, 16 de setembro de 2009

ZUCA SARDAN



ZUCA FOI UM "LUXO" DA BRIC-A-BRAC
Na revista Bric-a-Brac n º3 – publicação de poesia experimental publicada em Brasília de 1985 a 1992 -, lá estava ele em furo de reportagem da editora Lúcia Leão, que desvendou os “mystérios” do nosso bardo em “folhas sparsas”. Ela escreveu
“Foi uma aparição rara, a luz do dia. Zuca Sardanga, que já foi Sardana, é fluido e costuma só se materializar à noite, no limite letárgico entre a vigília e o sono. Mas naquela tarde ele brindou publicamente, na cervejaria Schopenhauer, com copos de chopp, a recuperação do seu “g”, surrupiado pelo mau-caráter Arsênio Salieri.
“O velho Zuca é meio fantasmal, e facilmente se evapora, tão logo procura se tornar mais objetivo...”, observa o conselheiro Felype Saldanha, diplomata brasileiro, que empresta desde o nascedouro, inteligência e forma ao personagem-poeta.(BlogdoTuriba)
Calote Metaphysico

A vida é curta
e a salvação difícil...
Além de que a salvação pessoal
parece um negócio
dos mais duvidosos...
conviria primeiro saber
se a salvação em si
existe.
E se não existe...
então aquela força
e os sacrifícios
só pra no fim levar
o calote metafísico!...
Zuca Sardan (Rio de Janeiro RJ, 1933) concluiu o curso de Arquitetura pela Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1956. Entre 1963 e 1965 fez o curso de preparação para Carreira Diplomática no Instituto Rio Branco, em Brasília DF; nos anos seguintes serviu, como diplomata, na Alemanha, Argélia, Nicarágua, EUA, Peru, URSS, Holanda e Tailândia. Em 1969 ocorreu a publicação de Poemas Zum, seu primeiro livro de poesia, em Tóquio (Japão). Em 1978 foi publicada a antologia bilíngue Francisco Alvim y Zuca Sardan: Poemas, versão para o espanhol por Abelardo Sanchez León, em Lima (Peru). No período de 1984 a 1990 colaborou nas revistas Brica-Braque e Arte em São Paulo, com desenhos e poemas. Sua obra poética inclui os livros Os Mystérios (1980), Visões do Bardo (1980), Aqueles Papéis (1975), Osso do Coração (1993), entre outros. Zuca Sardan pertence à geração de "poetas marginais" surgida nos anos de 1960 e 1970. Sobre sua obra, o crítico Carlos Alberto Messeder Pereira afirmou: "neste contexto de produção artesanal de livros de poesia, a trajetória de Saldanha é bastante ilustrativa e, certamente, ele não poderia estar ausente da história da ´poesia marginal´ como um todo. Muito antes de se falar em 'surto poético' ou qualquer coisa do gênero, Saldanha já produzia seus 'gibis': pequenos livros manuscritos, mimeografados a álcool, e com uma poesia profundamente irônica e questionadora

Um comentário:

Blog da Regbit disse...

Re: Zuca Sardan‏
De: Luis Turiba (turibapoeta@gmail.com)
Enviada: quinta-feira, 17 de setembro de 2009 10:56:16
Para: regina bittencourt (regbit@hotmail.com)
Maravilha, Rê
grande bjs e força pro seu blog. Blog é the master!!!!
Turiba